Estou nua.Despida do próprio ser.
E estas secas palavras me cobrem,
Na imensidão do soneto que me cerca.
O outro lado parece aprazível e controlado.
Organizado.Sim,organizado,mas não por mim.Nem pela minha efêmera existência,que de tão pobre teme a própria luz.
E sobre esse brilho,não sei dizer...
Descolada do corpo.Como minha sombra sagaz e simpática.
Devoro meus anéis e queimo meus anticorpos
E o que sobra não sei dizer...
Glóbulos vermelhos e brancos explodindo e guerreando para salvar um corpo que jaz
Rumo ao nascimento eterno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário