terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quanto vale uma rosa?

Detruimos árvores seringueiras e araucárias para transformar em dinheiro
E você me pede dinheiro por uma rosa?
Me diga com todas as suas verdades
Quanto te vale uma rosa?
A rosa que mereço
A rosa que invejo
A rosa que possuo e reino
Ela, que parece estas sempre em êxtase,em gozo eterno
Ela, que me sorri nas primeiras horas de calor
Tão esplêndida que desabrocha calada ,em reverência a quem vê
Ah!Como eu queria ter espinhos também.
Para espetar quem não me olha com os olho da alma
Para me proteger, e garantir minha espécie
Rosa esperta!
Rosa viva
Viva a rosa!
Que é.
E simplismente existe
Pelo fato de ser.
Ser perfeita,frágil e inteligente
E existir de fato
Ser o que é.Uma rosa.
E para você quanto vale?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

?

E se não escutarem o que tenho a dizer?
E se não me derem pena nem pergaminho suficiente?
E se a luz for fraca?
E se a tinta acabar?
E se ja for tarde da noite?
E se a janela abre sozinha no meio da noite?
E se você tapar os ouvidos?
Eu grito?
Eu calo?
Eu tento?
E o que você tem mesmo a ver com isso?

Pra não dizer que não falei da vontade

 Hoje...
Vou dormir com medo do escuro,vou deixar a luz acesa e ver se escrevo algo sobre alguma coisa qualquer que ninguém se importa.
Vou ver se na T.V algo presta e se prestar vou usar para me proporcionar sono.O sono dos justos,o sono que acalma,o sono que embeleza e que traz de volta o sorriso.
Vou tentar comer,saborear,engolir,mastigar uma comida qualquer,um gosto qualquer pra sentir meu paladar de todas as formas.
Vou tomar um banho e sentir cada gota,cada cheiro,cada textura,cada frescor e tentar me sentir assim o resto da noite.
Dessa noite.
Amanhã você talvez também não venha,mais como todas as noites...estarei esperando.
Se você não conseguir o que quer no meio do caminho me avisa,por que o que tu queres há de ser tudo da lei.
Mas só amanhã...hoje não.
Hoje já disse o que vai ser feito.
Já quebrei todas as louças,e engoli todos os cacos.
Mas amanhã...se meu coração ainda estiver batendo,se meus dentes ainda estiverem brancos,se os pássaros ainda forem me acordar e se você vinher me ver irei recebe-lo,e de pernas abertas para melhor visualização.
Mas hoje não!
Hoje não.

A hora da estrela (1947)

Cava a própria cova com os próprios pés
O próprio velório,o próprio crepúsculo
Invade o próprio ser
Desfigurando linhas da própria face
Cutucando as próprias rugas
Esticando o próprio couro
O próprio
Apropriado de si mesmo
De proposito...

Aperfeiçoamento

Certas coisas não podem ser evitadas,faz parte do crescimento de outras pessoas
Me entristece o fato de vocês serem tão miudinhos e não tirarem a cara amassada da frente do espelho das vaidades
Mas os amo.nada posso fazer quanto a isso.Nem quanto ao vosso conhecimento,crescimento e inteligência.Se não torcer para que encontre serenidade
Pobres carpideiras!
Ai delas,se a lamparina estiver apagada!

O rio que tinha no meio

As plantas mesmo velhas tremiam espinhos carbonizados.
Terra seca ao redor do rio.E a fala secou também
Pensar grande,ambição,pessoas metódicas,tristes,esfaqueiam seus próprios corações em busca da satisfação
Olhos que cultivam seus sempre "por ques"

E se a mim perguntarem respondo de um só fôlego:
-Prefiro mil vezes estar feliz do que certa!
Muita certeza cega até o homem mais certo

Olhei para o céu e senti o sorriso do universo
Respeito não se imprime em papel moeda
Não é lavável e quebra co facilidade
Cuidado cuide-se

Noite Feliz!

Já era tarde,mas deu tempo de sentar e converçar um pouco com Raquel de Queiróz
A praça estava  lotada
Cheia de pessoas vazias

O espírito era o que tinhamos
E não tinhamos coisa alguma
A não ser pelo efêmero e instantâneo "amor ao próximo"
Q ue todo novembro proporciona

Era mais tarde antigamente
Mas o tempo não perde tempo
E os dias correm como avestruzes no cío

Crianças anunciaram a vinda de um redentor
E veio Ele vestido de rubi
Veio do alto,do topo
Da parede invisivel
Destribuio "Graças!" e se foi
Como se nunca tivesse vindo
Enquanto nós boquiabertos encaramos uma ampulheta sem areia

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Valsinha dos esqueletos

Assim como uma fumaça tóxica que se esvai pela atmosfera ,vai também a tão falada "democracia"
Todos os ditadores e guerrilheiros caíram por terra
Querem até a ultima gota daquele sangue escuro
A corrida agora é tecnológica
                            (virtual)
Mas virtude nada tem a ver com isso
A batalha agora é naval
                           (individual)
Chupem,vamos continuem1
Vamos ver até onde vai essa geração de tantos "Ai´s!"
Assombro me causa pensar como minha geração vai se comportar no poder
Nesse governo de "homens livres"
Nessa valsa gótica ,ao som ,ao sol ,ao mar...
Bailaremos agora nossos esqueletos tortos e quebradiços salão a fora 
E mostraremos a eles como se dança a musica que já calou
 
Um passado de glórias 
Um futuro de paz
É o que nos oferecem
E o que sabem eles de paz?
Se o rifle continua apontado para a escola primaria?
Quantas Maria´s tem a ver com isso?
Quantos Pedrinho´s?
Quantos Juninho´s,Joõezinho´s,quantos?
Quantos?
Seria culpa do pobre Prometeus,
Que inocentemente nos cedeu o fogo,
sem saber que o alimento que pretendíamos cozinhar eramos nós mesmos?
Quantos de vocês conseguem se concentrar na leitura com todas essas vozes dizendo
"--Não faça!"?
Bem...Hoje não tem sol.Mas mesmo assim estarei de pé.
Você vem?