Se digo,não entendem.
Se falo,não escutam.
Se mostro,não vêem.
Se provam,não sentem.
E se gritar?
Bem,se gritar a garganta falhará por falta de uso.
Não costumo mostrar dentro da minha concha,meus segredos,meus anseios,eu por inteiro.
Mas te trouxe pra dentro,cuidei de seus ferimentos,fiz e refiz sua cama tantas e tantas vezes.
E pra onde você vai?
Sem me entender,sem me escutar,sem me vê,sem me sentir,e sem outras muitas regras desregradas da partida que chega e logo se vai.
A pele é o maior orgão dos sentidos.
Tanto faz um beijo no pé ou no ouvido.
Você me estremesse sem fazer alardes.
Me cerca mas não me ameaça,me tem mais talvez nem saiba que já nos tivemos antes e antes e antes...
Estou agora em silêncio que é o que sei fazer de melhor
Se quero?
Sim,sempre quero.
Mas agora não.
Só por agora não.
sábado, 14 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Um corpo que jaz
Estou nua.Despida do próprio ser.
E estas secas palavras me cobrem,
Na imensidão do soneto que me cerca.
O outro lado parece aprazível e controlado.
Organizado.Sim,organizado,mas não por mim.Nem pela minha efêmera existência,que de tão pobre teme a própria luz.
E sobre esse brilho,não sei dizer...
Descolada do corpo.Como minha sombra sagaz e simpática.
Devoro meus anéis e queimo meus anticorpos
E o que sobra não sei dizer...
Glóbulos vermelhos e brancos explodindo e guerreando para salvar um corpo que jaz
Rumo ao nascimento eterno.
E estas secas palavras me cobrem,
Na imensidão do soneto que me cerca.
O outro lado parece aprazível e controlado.
Organizado.Sim,organizado,mas não por mim.Nem pela minha efêmera existência,que de tão pobre teme a própria luz.
E sobre esse brilho,não sei dizer...
Descolada do corpo.Como minha sombra sagaz e simpática.
Devoro meus anéis e queimo meus anticorpos
E o que sobra não sei dizer...
Glóbulos vermelhos e brancos explodindo e guerreando para salvar um corpo que jaz
Rumo ao nascimento eterno.
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